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Resenha: Eu Sou o Número Quatro, de Pittacus Lore

sexta-feira, março 08, 2013 Conrado Dittrich 0 Comentários

Título original: I Am Number Four
Série: Os Legados de Lorien (livro #1)
Autor: Pittacus Lore
Número de Páginas: 352
Editora: Intrínseca
Tradução: Débora Isidoro
Sinopse: Eu sou o Número Quatro é o primeiro volume da série Os Legados de Lorien, de Pittacus Lore - o ancião de Lorien a quem foi confiada a história dos Nove.

"Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes com os quais vocês só podem sonhar. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes - mas somos reais.

Nosso plano era crescer, treinar, nos tornar mais poderosos e nos unir, para então enfrentá-los. Porém, eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, estamos fugindo.

O Número Um foi capturado na Malásia.
O Número Dois, na Inglaterra.
E o Número Três, no Quênia.
Eu sou o Número Quatro.
Eu sou o próximo."

[Pode conter alguns detalhes sobre a trama]
Confesso que, de início, Eu Sou o Número Quatro, da série Os Legados de Lorien, não me chamou atenção pelo tema. Afinal, nunca fui fã de alienígenas. Mas, assistindo ao filme, eu percebi que a trama tinha sim, um grande pontencial. E realmente, tem.

Este foi um dos livros que mais gostei de ler. À começar pela narrativa, que é escrita em primeira pessoa (que eu curto muito). Os personagens e os momentos de ação são icônicamente descritos e eu me senti dentro da trama. Me senti lutando contra o mal e tentando sobreviver.

O enredo gira em torno do Número Quatro, um dos nove alienígenas que vieram à Terra quando eram muito jovens, após seu planeta, Lorien, ter sido invadido e devastado pela raça Mogadoriana. Durante a invasão, esses nove bebês fugiram com seus cêpans (guardiões) para que pudessem crescer e desenvolver seus Legados (poderes), para que um dia pudessem retornar a Lorien para repovoar.
O problema é que os Mogadorianos querem exterminar qualquer tipo de raça existente na Galáxia e continuam caçando os Lorienos. Mas, por causa de um feitiço lórico, cada uma das nove crianças ganhou um número e elas só poderiam ser mortas em sequência. Infelizmente, os números um, dois e três foram mortos. Agora, os Mogadorianos caçam o Número Quatro - o personagem principal.

Na vida de Quatro e Henri, seu cêpan, não há nada concreto. Eles estão sempre se mudando, para fugir de possíveis ameaças que alguns locais ou pessoas pudessem proporcionar. A história começa a se desenrolar, quando eles se mudam para a pequena cidade de Ohio, Paradise. É lá que o Número Quatro passa a se chamar John Smith e onde conhecemos Sarah Hart, Mark James e Sam Goode - personagens que mudariam drasticamente o rumo de John.

O enredo se desenrola muito bem e é quase impossível largar o livro. A estória foi perfeitamente desenvolvida e nos proporciona várias sensações: medo, adrenalina, tristeza e mais adrenalina. Tudo isso, minunciosamente alinhado em um ótima maneira de narrar.

Os personagens são muito bem desenvolvidos. Cada um com suas características marcantes, que nos fazem torcer por eles e até contra alguns deles. Apesar de estar praticamente despreparado para um possível ataque surpresa, John se mostra muito corajoso e pronto para enfrentar o que for para protejer sua amada, a ex-popular Sarah Hart. Mark James, o ex-namorado de Sarah e lider do time da escola, se mostra ciumento e cria problemas para John. Problemas, esses, que são pequenos quando os Mogadorianos parecem ter, finalmente, encontrado John e seus amigos - sim, John acaba criando uma forte amizade com Sam Goode, o nerd viciado em histórias alienígenas. Isso traz um tom mais realista e puro à trama, pois há amor e, ao mesmo tempo, o medo de perder essas pessoas.

Momentos cheios de adrenalina embalam o final do livro, que descreve uma batalha épica. Aqui, não há confusão, pois os autores James Frey e Jobie Hughes (que utilizam o pseudônimo de Pittacus Lore - ancião de Lorien a quem foi confiada a história dos lorienos) descrevem cada movimento de forma entendível, cheios de detalhes, mas bem realista. No final, também, somos apresentados à um outro membro da Garde (como é chamado o grupo dos lorienos com legados): a Número Seis. Essa ainda mais icônica e destemida.
Detalhe: eu nunca havia chorado em nenhum livro, mas neste, chorei feito um bebê. [risos] - Isso por causa da grande conexão que a gente cria com todos os personagens.

O final, deixa pontas abertas para uma sequência e me fez querer ler mais e mais. O livro é recomendado para todas as idades que curtem uma ficção-científica de qualidade, cheia de momentos icônicos de adrenalina, romance e muita diversão. Se você ainda hesita em ler, deixe o pré-conceito de lado e embarque nesta aventura épica. Virei fã no momento que comecei a ler o primeiro capítulo.

Destaque para a tradução realizada por Débora Isidoro e a revisão feita pela equipe da Intrínseca, que fizeram com que o livro possua muito poucos erros. Isso é louvável.

NOTA: 

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