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#CineResenha | A Hospedeira

quinta-feira, maio 02, 2013 Conrado Dittrich 2 Comentários

Durante muito tempo estive ansioso para assistir a adaptação cinematográfica do livro A Hospedeira, de Stephenie Meyer. Apesar de ainda não ter lido o livro, estive curioso desde o começo, pois me simpatizei com a história e a achei inovadora.

Assisti o longa esta semana e, enfim, posso falar sobre ele. Mas, repitindo: ainda não li o livro, então não posso opinar quanto à questão de ser ou não fiel.

Sinopse:
Na história, nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo. Melanie é um dos humanos "selvagens" que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a "alma" invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente.

Bom, o filme começa em um ritmo lento, mas interessante. Os visuais - tanto a fotografia, quanto a dos alienígenas - são muito bem produzidos e dignos de atenção. Mas, o enredo começa a cansar durante a metade do filme (quando eu achei que veria mais cenas de ação - como aquela da perseguição no deserto vista nos trailers). O destaque vai mesmo para as interpretações de Saoirse Ronan e Diane Kruger (Melanie/Peregrina e A Buscadora, respectivamente). [eu quase chorei na cena do adeus - Ronan é muito boa]

Elas carregam o filme nas costas. Não fosse pela presença delas, o filme talvez não beirasse ao bom. Foi totalmente frustrante ver a interpretação limitada de Max Irons, o que atrapalhou na química que o casal Melanie e Jared. Ele limita-se à apenas tentar olhar apaixonadamente para a amada e beijar.

O filme funcionaria ainda melhor se seguisse um ritmo mais ágil e com menos sofrimento amoroso. O diretor Andrew Niccol até tentou adicionar cenas mais bem trabalhadas e com mais ação (como ele costuma fazer), mas o roteiro o limitou à apenas mostrar beijos, romance, romance e mais romance... E esse romance não funciona muito bem, pois falta profundidade nele.

Enfim, tinha grandes expectativas para este lançamento, mas acabei me decepcionando... O enredo é excelente e inovador, mas foi mal trabalhado. O destaque fica mesmo, para o elenco e para a ideia. E só.
Já posso dizer que virei fã da querida Saoirse?

Apesar de, notavelmente, dizer que o filme é mediano, eu gostei. Eu tenho uma certa quedinha para filmes pipocas assim. Se sair um segundo filme (a autora já está trabalhando na sequência do livro), eu estarei no cinema na estreia. :D

Só sei de uma coisa: Preciso, urgentemente, ler o livro. Parece bem melhor que o filme.

Nota:

Já assistiu ao filme? Comente o que achou!

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2 comentários

  1. Oi Conrado! Tô lendo o livro (já no finalzinho) e posso dizer que paguei a língua com ele. Eu abandonei o livro duas vezes quando tava no começo porque é muito chato e confuso, mas depois da página cem melhora 100%. Estou adorando! Só vou esperar terminar o livro para poder assistir ao filme, mas depois que li sua resenha, não vou ficar ansiosa demais para não me decepcionar depois.

    Um beijo, Karine Braschi.
    Geek de Batom.

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  2. Realmente, Karine...
    Muitos vieram me dizer que o comecinho é chato mesmo (no filme também é, mas...).

    Mas, obrigado pelo comentário. A Hospedeira será minha próxima leitura, com certeza.

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