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Resenha: Divergente, de Veronica Roth

quinta-feira, maio 30, 2013 Conrado Dittrich 0 Comentários

Título original: Divergent
Série: Divergente (Volume #1)
Autor: Veronica Roth
Número de Páginas: 504
Editora: Rocco
Tradução: Lucas Peterson
Sinopse: Beatrice Prior tem 16 anos e está prestes a enfrentar o momento mais importante de sua vida, a Cerimônia de Escolha, quando decidirá à qual das cinco facções em que a sociedade é dividida irá passar o resto de seus dias: Abnegação, Amizade, Audácia, Erudição ou Franqueza. A opção significa continuar com sua família ou abandoná-la para sempre, um dilema que todos os adolescentes têm de enfrentar. Quando o teste de aptidão aponta um resultado inesperado – Divergente –, Beatrice se vê forçada a encarar uma realidade para a qual talvez não esteja preparada. Mas Tris, o nome que ela assume quando se junta à Audácia, fará de tudo para sobreviver à sua nova e violenta facção.

Desde muito tempo atrás, venho recebendo indicações de leitura do livro Divergente. Sempre estive interessado na história, que para muitos, é um tanto semelhante à de Jogos Vorazes. Depois de muita espera, consegui finalmente por minhas mãos neste livro, que era um dos que eu mais esperava ler.

Sim, minhas expectativas foram altamente alcançadas. Com uma leitura deliciosa e enredo impactante, o livro me levou ao ápice de adrenalina, emoção e tristeza. A incrível maneira como a autora constrói novos fatos que se ligam à fatos antigos para que tudo isso construa o caráter de um personagem, é genial...
O amadurecimento da personagem principal, Tris, é retratada de uma forma tão natural, que é impossível não se apaixonar por ela. Você vai torcer por ela, vai chorar com ela, vai [quase] gritar com ela. Eu me envolvi extremamente com a trama (principalmente depois que ela chegou à sua nova facção) e fiquei encantado com a fragilidade e bravura de Tris. Ela não é só audaciosa, nem altruísta. Ela tem várias dessas características, que a faz ser Divergente.

Momentos de tensão e adrenalina são muito bem descritos e conseguiu no ritmo rápido das cenas. Eu, praticamente, ficava em pura ansiedade quando Tris se conectava às simulações de treinamento. É de tirar o fôlego.

A sociedade futurista e distópica criada por Roth tem uma imensidão de detalhes impressionantes. A autora conseguiu atribuir várias características para cada facção (Audácia, Amizade, Erudição, Amizade e Abnegação), dentro de cada limite proposto pelos títulos de cada uma. Mas, o destaque mesmo vai para a construção de seus personagens, que possuem caráteres muito distintos. Isso me levou a entrar no mundo do livro e me apresentou à vários amigos (e inimigos), que eu nunca tive. [risos]

O romance está presente, é claro. Mas a química entre Tris e seu trenador, Quatro, é ótima, sem ser melosa. Percebi que a autora decidiu dar mais ênfase no crescimento da personagem, e o garoto precisava estar ali para ajudá-la no amadurecimento.

Divergente se tornou um dos meus livros preferidos. Estou ansioso pra começar a ler Insurgente e extremamente contente em saber que teremos um terceiro livro. Espero poder entrar ainda mais na história, que neste, já me levou à lugares incríveis.
A Summit Entertainment adquiriu os direitos do livro e vai adaptá-lo para os cinemas. As filmagens se iniciaram no começo de maio [2013] e o lançamento do filme está previsto para acontecer no próxim ano, 2014. Posso dizer que estou extremamente ansioso para ver. 

NOTA: 

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